3.5.13

 

Muitas das vezes o nosso principal agressor, o nosso inimigo número um, está dentro da nossa mente. A maior violência é a que muitas das vezes autoinfligimos.

Especialmente quando temos um trajeto de vida algo difícil, com algumas experiências negativas e, adicionalmente, se a nossa natureza é de alguma forma suscetível ao meio circundante e aos outros, então, diariamente e constantemente, através do nosso diálogo interior, podemos cometer as maiores atrocidades ao nosso ego.

Este diálogo interno pode ser positivo e neste caso terá consequências fabulosas, ou pode ser negativo e causador de um sofrimento incomensurável.

“Não valho nada! Sou horrível! Só faço asneiras! Ninguém gosta de mim! Não faço nada de jeito! O meu futuro é negro!” Este tipo de generalizações e inferências arbitrárias muitas das vezes, neste diálogo interno, é o maior causador de violência para nós mesmos, Pior do que isto, é que podemos assistir ao que se designa de self-fulfilling prophecy.

A profecia autorealizável é um conceito que se refere a como as crenças de um sujeito tendem a condicionar o seu comportamento e este, de seguida, vai confirmar a crença e fortalecê-la.

As profecias autorealizáveis não se referem a esforços conscientes. Habitualmente a maioria de nós está consciente das suas crenças, no entanto, muitos não têm consciência de que o seu comportamento serve para confirmar essas crenças negativas ou autodestrutivas.

Esta voz interna pode seguir-nos ao longo da vida e iluminar cada experiência como um raio de sol, ou toldar, através de uma nuvem escura, a visão de tudo o que nos rodeia e condicionar o julgamento de forma muito prejudicial. Assim, facilmente atribuímos uma intenção malévola aos outros, quando não existe nenhuma e interpretamos acontecimentos potencialmente positivos como negativos.

Este inimigo interior pode, com algum esforço, tornar-se no maior aliado e no melhor amigo do nosso ego. É possível aprender e treinar e sistematizar um diálogo interno mais assertivo e positivo. Importante é, antes de mais, tomar consciência das caraterísticas do nosso diálogo interior. Tomemos como exemplo a atitude.

A atitude pessoal é tão visível como a roupa que vestimos O tratamento que recebemos é um reflexo do tipo de atitude que adotamos. Assim, as pessoas com uma atitude positiva e uma maneira otimista de pensar obtêm um feedback positivo. As pessoas que habitualmente veem tudo de forma negativa e agem de forma pessimista, são tratadas como tal. A nossa atitude é uma profecia autorealizável.

 

Ana Teixeira


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