5.11.13

 

Apaixonaram-se há anos… foi Amor à primeira vista… o sentimento foi tão forte, tão avassalador que não foi possível trilharem a mesma estrada em união. Cada um seguiu o seu caminho. Ainda se foram cruzando aqui e ali, mas cada um, no seu íntimo sentia o vazio do Amor. Cada um foi conhecendo outros pequenos amores ou parceiros… ele, um homem charmoso, conquistou as mulheres que quis e chegou a ter situações sexuais bem interessantes para recordar ou contar aos amigos. Ela, envolveu-se numa relação séria e estável, mas sem amor nem desejo. Até que naquele dia, numa noite de Lua Cheia que iluminou o destino, eles se encontraram de novo… abraçaram-se, beijaram-se e, à luz da lua, fizeram Amor. Boca com boca, corpo com corpo, coração com coração. Ele entrou nela com a força de quem esperou uma eternidade por aquele momento. Ela sentiu-se penetrada e sentiu que finalmente lhe entregava a última parte de si que faltava entregar: o corpo. Abraçaram-se em silêncio, tentando agarrar o tempo com cada toque, com cada olhar. Mas o tempo não se detém e escorrega pelas mãos. Chegou o tempo da despedida, de deixar o outro ir sem poder dizer “fica”, quando FICA era a única palavra que ansiavam ouvir e dizer. Não disseram. Não ficaram. Seguiram mais uma vez órbitas diferentes. Anos mais tarde, finalmente unidos, perguntei-lhes como tinha sido essa primeira experiência sexual… deveria ter sido ardente! Ambos se olharam nos olhos, sorriram com cumplicidade, e partilharam que o que tinha sido mais ardente, mais inesquecível tinha sido o abraço, já que nesse abraço sentiram a maior entrega, a mais forte união, a dança mais sensual… todo o passado de experiências sexuais interessantes em nada se comparava à sexualidade daquele primeiro abraço, porque nele, estava contido… o Amor!

 

Sara Almeida


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