1.12.13

 

“Liberdade, liberdade, quem a tem chama-lhe sua.”

Proferidas estas palavras, quase um aforismo, sem me deter muito nelas, são uma frase feita que, de tantas vezes repetida, é aceite sem mais.

Mas, e se parar para pensar um bocadinho? Hum…, pois é.

 

Temos no Porto uma como que sala de estar dos portuenses, sala de visitas principal para quem nos visita, turistas ou pessoas em negócios, portugueses e estrangeiros, cada vez mais. É a Praça. Ponto.

 

Nela passamos de carro, a pé, de autocarro, até de elétrico. A correr para o comboio. Nela paro e converso, paro e olho para a monumentalidade granítica dos Aliados. Aqui estou à vontade, no meio do grande movimento, com tantas pessoas e veículos, que não se atropelam, sabem que devem parar no semáforo; sabem que têm direito a avançar no semáforo. Todos têm condições para se entender. E entendem-se.

 

Vamos para lá tantos, todos, festejar o S. João, mas também é para lá que vão muitos protestar contra aquilo de que não gostamos ou apelando para que se corrija o que se acha que está mal. Nestas ocasiões não há semáforos. Depois volta a haver.

 

É a Praça. A nossa Praça!

 

Por vezes passam-se tempos sem que precisemos de lá passar, parece que nem nos lembramos dela. Mas se e quando nós não a percorremos, há sempre, todos os dias, milhares de pessoas a utilizá-la, que usufruem da Praça. Ela está disponível, acessível e a servir de placa giratória para tantos destinos. Tem sido estimada, embelezada, modernizada, atualizada. Não é sempre a mesma, mas está lá.

Ai de quem nos tire a Praça da Liberdade, é a nossa Praça. Sem ela, o Porto continuará a ser o Porto, mas diferente, amputado, menos livre.

 

Eu tenho liberdade e devo chamar-lhe minha, é a base, o fundamento da minha maneira de viver. Sem liberdade não sou inteiro. Sem liberdade sou menos íntegro.

 

Adaptando: a liberdade é a minha praça.

 

Jorge Saraiva


Link deste ArtigoPor Mil Razões..., às 09:00  Comentar

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