23.3.15

Professora.jpg

 

Quando era pequena, naquelas composições de escola “O que queres ser quando fores grande?” escrevia sempre que queria ser professora primária. A primeira redação que escrevi foi assim e depois a certeza não se alterou e escrevia sempre a mesma profissão. Eu gostava muito da escola, de estudar, de aprender, de ler e portanto nada mais natural do que fazer a minha vida na escola, dedicada a ela.

Entretanto cresci e estudei muito e acabei por ser professora, mas não primária (ou de 1.º Ciclo como agora se designa). Estudei para dar aulas aos grandes, mas cada vez me convenço mais que é com os pequenos que deveria estar. É para os ensinar que tenho mais perfil e dá-me muito mais prazer trabalhar com os mais pequenos do que com os grandes que estão sempre na fase do “Que seca!”.

Ser professora não é fácil, por todos os motivos e mais alguns e especialmente nos tempos que correm, mas a verdade é que é disto que eu gosto. Ensinar, conduzir os miúdos por um caminho, despertar neles sensações ou curiosidade, partilhar com eles o que sei, passar-lhes o que aprendi e aprendo. Acho que é muito bonito. Ser professora é bonito e acho que será uma das profissões mais nobres. Não é a mais bem cotada no mercado, é certo, nem a mais lucrativa. Mas é uma profissão que corre nas veias.

É uma profissão que rima com vocação. Rima com dedicação, talvez até com missão e, com toda a certeza, rima com paixão. Todos os professores têm dentro de si essa chama. Algumas estão fracas, outras parecem não existir e outras ainda lutam para se manterem acesas, mas existem sempre. Se tirássemos tudo aquilo que torna esta profissão, hoje, uma cruz (pelo menos é essa a opinião que me rodeia), veríamos que a chama está lá e que chama pelos professores todos os dias.

Quem gosta de ensinar, gosta sempre. É uma paixão que não se explica, que contraria tudo o que será razoável e racional. É uma paixão que ainda se mantém lá dentro e, por isso, esta é a melhor palavra para rimar com profissão: Paixão.  

 

Patrícia Leitão (que também rima com profissão!)

 

Link deste ArtigoPor Mil Razões..., às 08:00  Comentar

Luanda | Angola

Pesquisar
 
Destaque

 

Porque às vezes é bom falar.

Equipa

> Alexandra Vaz

> Ana Martins

> Cidália Carvalho

> Ermelinda Macedo

> Fernando Couto

> Jorge Saraiva

> José Azevedo

> Leticia Silva

> Maria João Enes

> Rui Duarte

> Sandra Pinto

> Sara Almeida

> Sara Silva

> Sónia Abrantes

> Teresa Teixeira

Março 2015
D
S
T
Q
Q
S
S

1
2
3
4
5
6
7

8
9
10
12
14

17
19
21

24
26
28

29
31


Arquivo
2017:

 J F M A M J J A S O N D


2016:

 J F M A M J J A S O N D


2015:

 J F M A M J J A S O N D


2014:

 J F M A M J J A S O N D


2013:

 J F M A M J J A S O N D


2012:

 J F M A M J J A S O N D


2011:

 J F M A M J J A S O N D


2010:

 J F M A M J J A S O N D


2009:

 J F M A M J J A S O N D


2008:

 J F M A M J J A S O N D


Comentários recentes
O tempo, a arbitrariedade da vida e as fragilidade...
Obrigado SAPO.AO!!
E claro que é no "Cenas na net" mas este na homepa...
Torna-se 'repetitivo', mas no bom sentido que faze...
Presenças
Outras ligações
Música

Dizer que sim à vida - Carlos do Carmo:

 

Dizer que sim à vida - Luanda Cozetti: