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Foto: Gym-room - Janeb13

 

Experiência é uma palavra de vários significados e de abrangência enorme. Tem maior peso consoante o contexto e o seu valor pode variar da insignificância, até algo de conclusivo no processo de vida de alguém. Quando era miúdo, experiência significava algo colado à ciência. Experiência, ou experiências, remetiam para o Professor Pardal e um universo imaginário de coisas fixes e batas brancas. À medida que fui crescendo, a palavra experiência foi ganhando outras dimensões. A experiência foi somando capítulos e fui aprendendo. Não o conhecimento de carteira de escola, mas lições da vida, muitas delas ou quase todas relacionadas com a relação com os outros. As experiências interpessoais foram sendo integradas e integradoras.

Não é nesta fase, contudo, que rapidamente se aprende que existem dois polos de experiência. Não conto com a “experiência assim-assim”, do ponto de vista de quem a vive, dado que esta às vezes é até rapidamente esquecida, logo não integrada. Remeto sim, para as boas e más experiências. Todos sabemos que no primeiro caso existe o impulso natural para a sua repetição, enquanto, no caso oposto, o evitamento será o caminho. Contudo, são muitas as variáveis que poderão mudar a regra do jogo, ou seja, o ser humano tem a capacidade de transgredir o que é expetável, e porque não, normativo. Seja lá o que isso for.

 

No outro dia fumei um cigarro. Daqueles que dá mesmo prazer, com o café pós-almoço. Não sei como aconteceu mas fiquei enjoado e maldisposto. Claro que a seguir ao jantar fumei outro.

No outro dia fui ao ginásio. O treino correu bem, deu para fazer banho turco e, no final, senti-me mesmo bem. Hoje tenho a possibilidade de ir mas está frio e vou ficar por casa. Percebem o que quero dizer?

A experiência é uma palavra maltratada. No nosso léxico de coisas importantes, se calhar, não aparece muitas vezes. Amor, família, trabalho, carinho, filhos, pais, abraços, beijos, dinheiro, saúde, etc., são os argumentos principais de uma vida feliz. São a cerca branca que toda a gente quer ter à volta da casa. Mas, na verdade, qual destas palavras não joga com a experiência? A experiência pode muito bem ser a base para o amor do presente. As relações com os pais, irmãos e filhos são baseadas na experiência conjunta durante anos. A forma de obter dinheiro e de o gerir, tem por base experiência pessoal e profissional.

Admito então que a experiência é um elemento base da nossa existência. O segundo sopro de vida já é experiência. O primeiro é novidade. O primeiro passo é experiência acumulada de esquemas motores mais simples até lá se chegar. O primeiro beijo é a experiência de esperar pela pessoa e momento certos.

 

Rui Duarte

 

Link deste ArtigoPor Mil Razões..., às 09:30  Comentar

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