3.1.09

 



 


Iniciamos a saída do velho ano com os preparativos para a entrada do novo ano, com todas as esperanças de que este nos traga tudo, mas tudo, o que desejamos.

Por isso não podemos esquecer o que possa dar uma “mãozinha” à sorte, ornamentamo-nos com tudo e mais alguma coisa, seja de tradição, religião ou apenas superstição. A religião até pode ser cristã, muçulmana, budista, judaica ou qualquer outra de que nunca ouvimos falar, desde que isso signifique muita sorte.

Juntamos todas as pecinhas que fazem parte de uma longa tradição, passada de pais para filhos, mais aquelas que soubemos, ou de que ouvimos falar na fila para comprar o bolo-rei. E claro está, não esqueçamos as bugigangas que fazem parte da história das superstições.

 

Começamos logo na escolha das cores da farpelinha e temos a preocupação de abranger todos os campos: vermelho para a paixão e amor, branco para a paz, o azul claro para a saúde, o verde para mais isto, o preto para mais aquilo. Resultado final: a impossibilidade total de olhar para o espelho para nos certificarmos até que ponto conseguimos conjugar todas as cores de uma forma elegante.

Não podemos esquecer todas as recomendações e lá vamos nós sair de casa com uma peça de roupa interior azul clara, que conseguimos à última da hora numa loja ali mesmo ao lado do nosso local de trabalho. Acabamos o ano com o número abaixo e começamos o novo, um bocadito apertados, mas que importa isso perante a sorte que uma cueca azul, nova, nos possa trazer.

 

Aproxima-se a meia-noite e de repente tornamo-nos nuns verdadeiros malabaristas, numa mão doze passas que dividimos com outra peça nova de roupa que vamos vestir no dia seguinte, na outra mão seguramos o copo de champanhe e uma nota toda enrolada. Começamos, ao som das badalada, a comer as passas e a pedir os nossos desejos, empoleiramo-nos, precisamente à meia-noite, em cima de um banco, ou do que estiver mais a jeito (desde que seja alto) e no entretanto tentamos deitar fora uma coisa velha que guardamos no bolso para nos despedirmos do ano que acaba de passar.

Bebemos o líquido das borbulhas que se encontra no copo que seguramos todo este tempo sem saber bem como e depois de umas beijocas é com grande sorriso que gritamos “Feliz Ano Novo”.

 

E pronto, já está! Com todos estes rituais asseguramos que começamos o ano a fazer o que nos é possível para trazer a sorte até nós e permitir que este ano seja uma ano sensacional e muito feliz.

 

Do cimo da minha cadeira (de onde ainda não saí) desejo a todos um ano muito feliz.

 

Susana Cabral

 
Link deste ArtigoPor Mil Razões..., às 12:47  Comentar

De Estefânia a 4 de Janeiro de 2009 às 00:31
As superstições são como os calendários ... meras invenções... alguns chegam ao cúmulo de se deixar enganar pelas suas próprioas artimanhas, acreditando religiosamente que na passagem de um segundo para o outro tudo pode mudar... quem me dera ser assim...

De FCC a 3 de Janeiro de 2009 às 15:10
Se o ano correr mal já sei onde reside toda a culpa: nas cuecas!
E assim, corrigindo esse erro, já tenho condições para assegurar que 2010 correrá bem; espero não esquecer o truque, daqui até lá.

Abaixo o esforço, o trabalho, a compreensão e a aceitação.
Viva a superstição.

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