29.11.11

 

Colocam-se cinco macacos em frente a um cacho de bananas. Quando um dos macacos arranca uma banana e a come, sobre os outros cai um balde de água fria. Segue-se outro macaco que, de igual modo, arranca uma banana e come-a. Os outros são molhados com água fria. O terceiro, o quarto e o quinto macacos também têm a sua banana enquanto os outros são molhados com água fria. É então que, quando mais uma vez um dos macacos tenta chegar às bananas, os outros batem-lhe e impedem-no.

Substitui-se um dos macacos por outro que não tenha sido sujeito aos banhos de água fria e logo ele se dirige para as bananas, mas os outros batem-lhe e impedem-no. Substitui-se um segundo macaco por um novo, sem a experiência do banho de água fria e logo tenta chegar às bananas, sendo também impedido de o fazer - os outros macacos batem-lhe; o primeiro que foi substituído, copiou os outros e também ajudou. Substitui-se um terceiro macaco e também acabou num fracasso a sua tentativa de comer uma banana, impedido pelos que tinham levado os banhos de água fria e pelo primeiro e segundo substituídos. A experiência continua até se substituírem os cinco macacos.

Conclui-se que todos eles, mesmo não tendo sido sujeitos aos banhos de água fria, batem nos macacos que tentam comer as bananas.

Se lhes pudéssemos perguntar porque batem no macaco que tenta comer a banana, a resposta provável seria: - Não sei, mas foi sempre assim.

Esta experiência científica servirá com certeza para explicar muita coisa, reflexos condicionados, conhecimento baseado na experiência e tantas outras, mas o que me parece mais revelador é a perigosidade de se aceitar uma organização sem a pôr em causa. Questionarmo-nos porque é assim e não de outra maneira, não significa o fim de uma organização, o resultado pode ser uma melhor estruturação e uma melhor funcionalidade. Assim, em nome de uma boa organização, perguntemos sem medo e tenhamos a coragem de fazer a diferença.

 

Cidália Carvalho

 

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