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É um marco da minha vida, por várias razões, o tempo que passei num coro polifónico - o Orfeon Académico de Coimbra (OAC). A começar pelo número de anos que lá estive, superior ao normal, diria, alguns quase que em dedicação exclusiva e, terminando, pelo que individualmente e em grupo foi conseguido.

A voz de todos os que têm voz para cantar, é própria, individual, assim como a afinação, a dicção, a respiração, a projeção, a técnica enfim. Qualquer coralista, enquanto tal, decide – em vez de cantar a solo ou não cantar em público – agregar-se a um coro, adicionando-lhe as caraterísticas particulares da sua voz, integra-se num naipe e emprestando ritmo, intensidade e tom, contribui para que o todo, a música harmonizada produzida pelo conjunto das vozes, do jogo entre os naipes, tenha um resultado superior, mais rico, mais belo do que as vozes individualmente consideradas.

O que, numa perspetiva de confronto entre o indivíduo e o grupo, não deixa de ser extraordinário é que a satisfação obtida por meio dessa experiência e dos seus êxitos, não só não era diminuída por ser dividida, melhor dizendo, partilhada com os outros coralistas, como, ao contrário, até havia um efeito multiplicador. As dificuldades próprias do trabalho em conjunto e o atingimento dos resultados perseguidos, isso proporcionavam.

Sem, em qualquer momento, sentir que abdiquei das minhas (in)capacidades e qualidades individuais, utilizando-as de acordo com os critérios e necessidades do OAC, consegui aquilo que nunca conseguiria sozinho. Não houve qualquer contradição entre o indivíduo e o coletivo.

Neste caso que relato, o “mundo” não anulou o “eu”, antes houve benefício mútuo. Mais: tanto quanto cada um dos coralistas e as suas vozes fossem mais trabalhadas individualmente, conseguisse uma mais apurada técnica de canto, mais o coro beneficiava.

Fica aqui a minha experiência vivida, que, aliás, ainda hoje em dia uso, num outro âmbito, profissionalmente.

É uma questão de equilíbrio.

 

Jorge Saraiva

 

 

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