4.2.14

 

 

O ambiente é de paz. Sente-se uma energia de harmonia a pairar. Deita-se no seu tapete e espera que a professora entre para dar início a mais uma sessão de Yoga. Como estava diferente desde que iniciara a prática do Yoga. Podia ser impressão sua, mas sentia-se mesmo mais confiante, mas também serena, para enfrentar a vida. E tudo o que tinha de fazer era estar centrada em si mesma durante a sessão. Sorriu ao pensar que antes de iniciar esta prática ignorava totalmente o quanto pequenas alterações na forma de estar podiam fazer tanta diferença. No início não foi fácil. A professora dizia para estar atenta à respiração… que havia ali um intervalo, muito, muito pequeno em que o processo da inspiração dava lugar ao da expiração. Ela no início achou aquilo ridículo, mas como era perseverante esteve atenta, sempre que se lembrava. Depois pedia para, entre duas posturas, permanecer imóvel, sem arranjar roupa ou cabelo. Dizia que as pessoas deviam evitar o movimento que não fazia falta e que estes intervalos entre duas posições permitiam que o corpo voltasse ao “ponto zero”. Realmente ela sentia-se melhor depois dessa pausa. E quando chegava o fim da sessão e se deitava no seu tapetinho para a fase do relaxamento, a professora repetia o quanto eram abençoadas as pessoas que davam valor ao intervalo. Porque um intervalo é uma pausa. Pausa é ausência. Ausência é paz. Paz é contrária ao sofrimento… tudo o que a humanidade deseja! E há tantos intervalos a valorizar, dizia a professora. O intervalo a meio do dia para cuidar de si mesma. O intervalo entre duas frases importantes para lhes dar mais importância. O intervalo entre dois amores, para deixar as emoções se estabelecerem na calma. O intervalo entre dois pensamentos, que é a meditação… era mesmo isso. Intervalo é dar espaço! 

Sim, pensava ela sempre que saía da sessão de Yoga. Foi o presente mais abençoado que deu a si mesma: a possibilidade de dar um intervalo a si mesma, à sua rotina, que a modificou. Só isso. Tão simples… sorriu, aconchegou-se no seu casaco, sorriu e encarando o mundo de frente foi trabalhar!

 

Sara Almeida

 

 

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