27.1.17

Holiday-OscarCastillo.jpg

Foto: Holiday – Oscar Castillo

 

Podia iniciar este artigo com uma breve definição de experiência, mas como sabem, eu não sei como não imprimir um cunho pessoal aos meus artigos. Falta-me o talento da boa escrita, baseada no distanciamento da terceira pessoa. Um dia, talvez…

Não tenho a pretensão de ter já uma enorme experiência de vida, apenas aquela que a vida achou necessário impor. Mas dessa experiência, eis algumas lições, que partilho:

 

- A qualquer altura pode-nos desabar o teto, e já agora, toda a casa em cima, sem aviso, sem premonição, sem sinais…;

- O sofrimento extremo em alguma situação, não nos deixa imune aos sofrimentos que ainda vêm pelo caminho;

- O melhor da vida são as mesas: a mesa com a família em volta e a mesa com os amigos;

- Há amigos para toda a vida e outros que são apenas conhecidos, com quem vamos convivendo, que vêm e vão, conforme as marés;

- A base de tudo, o princípio de tudo, o pilar de tudo, é o amor e esse, assimilei-o na família onde tive a bênção de nascer. A família é para sempre, tal como o amor;

- Expetativas são ervas daninhas e os “e se” são uma enorme perda de tempo. Não obstante, estes ainda são, de facto, os meus grandes inimigos, porque mesmo já os tendo identificado, às vezes, deixo-me agarrar;

- Mesmo não aceitando o mal que nos acontece, também não vale a pena perder tempo a questionar;

- O tempo tem o maior dos poderes curativos, porque nada há mais catártico que o passar do tempo para avaliar e tirar conclusões;

- Às vezes, no pior dos momentos, a esperança chega. Pode não acontecer sempre, mas há uma luz que se vislumbra ao fundo, até porque só não tem solução a morte!

 

A vida, por entre perdas e ganhos, ensinou-me, principalmente, o poder da cristalização dos momentos e esse já ninguém mo tira. Não há nada que me faça melhor à alma do que simplesmente parar e olhar à minha volta, absorver os rostos, os gestos, os sorrisos, os afetos. Essa é a melhor das experiências. Experimentem!

 

Ana Bessa Martins

 

Link deste ArtigoPor Mil Razões..., às 09:30  Comentar

Luanda | Angola

Pesquisar
 
Destaque

 

Porque às vezes é bom falar.

Equipa

> Alexandra Vaz

> Ana Martins

> Cidália Carvalho

> Ermelinda Macedo

> Fernando Couto

> Jorge Saraiva

> José Azevedo

> Leticia Silva

> Maria João Enes

> Rui Duarte

> Sandra Pinto

> Sara Almeida

> Sara Silva

> Sónia Abrantes

> Teresa Teixeira

Janeiro 2017
D
S
T
Q
Q
S
S

1
2
3
4
5
6
7

8
9
10
12
14

15
17
19
21

22
24
25
26
28

29
31


Arquivo
2017:

 J F M A M J J A S O N D


2016:

 J F M A M J J A S O N D


2015:

 J F M A M J J A S O N D


2014:

 J F M A M J J A S O N D


2013:

 J F M A M J J A S O N D


2012:

 J F M A M J J A S O N D


2011:

 J F M A M J J A S O N D


2010:

 J F M A M J J A S O N D


2009:

 J F M A M J J A S O N D


2008:

 J F M A M J J A S O N D


Comentários recentes
O tempo, a arbitrariedade da vida e as fragilidade...
Obrigado SAPO.AO!!
E claro que é no "Cenas na net" mas este na homepa...
Torna-se 'repetitivo', mas no bom sentido que faze...
Presenças
Outras ligações
Música

Dizer que sim à vida - Carlos do Carmo:

 

Dizer que sim à vida - Luanda Cozetti: