De conceição a 24 de Fevereiro de 2010 às 23:19
Olá
Não sei como, mas vim ter aqui... E, já agora, gostaria de dizer que a sinceridade é muito importante, pelo menos para mim. Não interessa se dói ou vai fazer doer! Interessa sim, saber que podemos confiar em alguém com a certeza de existir essa sinceridade.
Aí sim, poderemos caminhar confiantes, e o caminho que temos a percorrer será sem dúvida, muito mais fácil. Disso tenho a certeza.
Conceição

De José Lima a 22 de Fevereiro de 2010 às 00:33


Parabéns Cecília!
A sinceridade começa por admitirmos que muitas vezes não somos sinceros...

De Joel a 19 de Fevereiro de 2010 às 17:42
Olá, Cidália.
O que é a traição? O que é a mentira? O que são todas essas pragas que tanto incomodam e corrompem? Na minha opinião, que vale o que vale, são conceitos vagos quando nomeados assim, na generalidade. Agora quando aplicados a contextos específicos assumem atenuantes ou agravantes, no entanto, sempre diferentes de acordo com as perpectivas, partes e interessados em questão. Por exemplo, onde começa exactamente a traição ou a infidelidade? Grosso modo, será nos pensamentos acerca de outra pessoa? Será na cama alheia? Onde? E a mentira? Não haverá adaptação, espírito de sobrevivência e estratégia inteligente na criança de 4 anos que culpa o irmão da asneira que ela fez? E que dizer da mentira em que a mulher 30 anos espancada pelo marido está mergulhada para salvar os filhos de um crescimento traumático? Parece-me redutor colocar as verdades e as honestidades no saco das virtudes e as mentiras e desonestidades num outro saco qualquer. Dá a entender que o mundo se vive a preto e branco quando a franja cinzenta é, novamente na minha opinião, o saco das maiores virtudes (porque está sujeito ao desafio e à dúvida).
Um abraço e obrigado pelo desafio e dúvida.

De Abílio Janeiro a 19 de Fevereiro de 2010 às 01:07
Boa noite,
Antes de mais os parabéns a Cecília pelo artigo.
Em relação a verdade ou mentira e não discordando totalmente que haja uma adaptação para tudo, defendo que a verdade esteja acima de tudo e como tal não devem existir adaptações, pois ao adptamo-nos para as coisas verdadeiras, estamos automaticamente a seguir o caminho da adaptação à mentira, omissão ou o que quer que lhe queiram chamar, o que será algo não verdadeiro.
Como tal eu defendo : não sejamos mentirosos, pois isso é antes de todo o resto enganar-mo-nos a nós mesmos.
Eu sinto-me bem ao dizer a verdade.
Eu sinto-me mal ao mentir.
Portanto amigos vamos ser honestos com nós mesmos ao sermos honestos para com os outros.

Abílio Janeiro

De Cidália Carvalho a 18 de Fevereiro de 2010 às 21:37
Joel,
Não me incomoda, melhor, aceito sem resistência que a sinceridade, a honestidade e a verdade sejam estratégias de adaptação das pessoas ao meio, mas, pela mesma razão (a da adaptação) também o serão a mentira e a traição e isto já me incomoda.
Estou a ver mal?

De Joel a 18 de Fevereiro de 2010 às 20:42
Eis um tema que dá que pensar. As suas questões em torno da sinceridade, da honestidade, da verdade, dos valores da sociedade são muito pertinentes... Na minha opinião, tais virtudes são difíceis de definir, dado que se se fala de sinceridade importa definiir quanta sinceridade; se se fala de verdade, quando é que a omissão de uma parte da verdade se confunde com mentira? E por aí adiante. Acho que o cultivo destes valores é essencial para formar as pessoas em princípios nobres, para regular toda uma sociedade ou uma cultura sob a batuta de uma suposta convivênvia civilizada. No entanto, e dado que desempenhamos diversos papéis e detemos diversos estatutos por inerência de existirmos colectivamente, não vejo na sinceridade, na honestidade e na verdade senão estratégias de adaptação da pessoa ao meio (e por vezes a si mesma). Gostei muito do seu texto porque me fez pensar nestas coisas que teimam em extinguir-se. Obrigado.